sábado, dezembro 16, 2006

NATAL DE PAZ


Do outro lado do mundo,
de um local de paz e luz,
veio o presente mais profundo
mais belo, na forma de cruz.
Do outro lado da vida
do céu intemporal,
uma presença dividida
entre cada ser mortal.
Chega-nos de novo o NATAL
num corpo de Deus menino,
pobre, nu, mas imortal,
nas palhinhas pequenino.
Chega-nos de novo a ESPERANÇA,
na força que Ele nos dá.
tempos de paz, de pujança,
de um amor que queremos já.
NATAL! Que seja de alma,
de coração, de interior,
que seja todo ele a calma
de quem ora por AMOR.

sábado, dezembro 09, 2006

TUDO QUE PEÇO À VIDA


Peço à vida tudo, para te poder ter,
peço à vida o impossível;
Tempo, espaço, razões para viver.
Peço-lhe o exequível,
ou talvez não, quem o sabe?
Apenas uma brecha no tempo,
no espaço, na malha apertada,
um suspiro, um sopro, um alento,
um espaço nosso, uma nova alvorada.
Peço à vida tudo, para te poder ter,
para te poder prender num amor intemporal,
para contigo cresce, amar, e apenas viver,
no sentimento maior, mais puro e imortal,
aquele que da alma brota, se expande,
se eleva e dá, se doa e se partilha.
Aquele que nada há que o comande,
ou que o trave. Aquele que sempre brilha
no firmamento do sonho, do eterno desejo,
do incontrolado anseio de nos termos,
e tão somente nos perdermos,
num único e longo beijo….

segunda-feira, dezembro 04, 2006

ETERNAMENTE NOSSO

Tem que ser nosso,
eternamente nosso,
cada minuto intensamente vivido,
cada espaço minimamente dividido.
Cada segundo partilhado,
cada beijo docemente trocado.
Tem que ser nosso,
infinitamente nosso,
cada vez que estamos sós
e nos entregamos mesmo nós.
Tem que ser nosso
dolorosamente nosso,
cada adeus magoado.
Tem que ser nosso,
duramente nosso
cada deserto atravessado,
cada beijo ansiado,
cada espera angustiada,
cada festa adiada.
Tem que ser nosso,
eternamente nosso




SEDA DE TERNURA







Como é posivel que a tua pele sedosa
seja apenas de um cetáceo?
Que esses olhos meigos, doces
de uma ternura sem fim,
sejam apenas de um mamífero?
Que te exponhas à carícia espantosa
das mãos do humano coreáceo,
sem um estremeção de pavor, e te roçes
com essa meiguiçe, por mim?
És a penas um mamífero!
Uma espécie tão querida, tão amada
e tão sofrida.
Deixaste-me a alma lavada,
o coração bate em paz. Experiencia vivida...
Podemos voltar a trás?!

(golfinhos-12/06)






quarta-feira, novembro 29, 2006

BRANCA, GÉLIDA...A LUA


Do mais profundo do gélido luar,
o bafo branco da clara noite
vem de manso para se aninhar
no meu corpo, pedir-lhe que acoite
mais este beijo, que vem profanar
a pureza deste noite de encantar.
Da mais branca e distante lua
soltam-se mil raios de luz
que me percorrem a pele nua,
lembrando-me a dura cruz
de só de longe te poder amar,
só de leve te poder tocar.
Do mais gélido e profundo luar,
eleva-se apenas esta voz,
o nosso mutuo murmurar
"este amor, é de nós para nós".

segunda-feira, novembro 27, 2006

NOITE DE VENTANIA


Bem do fundo da minha alma
eleva-se um grito,
como um guerreiro rito,
que se espraia na calma
desta noite de ventania.
Bem do fundo do meu ser
há um amor que floresce,
que se desdobra e cresce,
cria asas, eleva-se a amadurecer,
nesta noite de invernia.
Bem do fundo de mim,
eleva-se um grito de prazer,
fruto de tanto te querer,
que flui entre nós, assim,
nesta noite de calmaria
em que o amor renasceu.

domingo, novembro 26, 2006

ENCHENTES TRANSBORDANTES


O céu vestiu-se de cinza carregado,
lançou sobre os longos cabelos
uma mantilha de negro marchetado,
e do olhar cansado e já sem desvelos
grossas bátegas de cristalina chuva
soltam-se em catadupa.
O céu vestiu o seu negro vestido,
carregou o olhar, pintou-o de noite,
feita trovoada e dor. Soltou um bramido
de paixão e mágoa, sem ter quem o acoite.
E a terra tremeu, vergou-se e rompeu
do seu ventre fecundo um grito nasceu,
virado para o céu, suplicante e perdido.
"Céu de tormentas, céu de invernia,
não chores mais, não mais te lastimes
ouve antes esta minha sinfonia
de águas correntes de forças sublimes.
Acalma a tua furia, cala os meus rasgões,
compõe nova musica de paz e calmia.
Ah céu!!! Cala esta minha agonia!"

APENAS UM DIA....

Melodia que passa, como chuva singela de verão, refrescando o peso do calor da desilusão. Acordes que volitam como andorinha...