
Na fria noite da tua ausencia,
no gélido beijo do teu lugar vazio,
na minha louca persistencia
em procurar-te em desvarío.
Na escura noite de solidão,
em que mordo, sedenda, o lençol frio
e calo o desejo, em turbilhão,
do teu corpo correndo como um rio
de dádiva e seiva viva.
Esta dor que me criva
de lembranças sem fim!
Ah noite gélida de incontido desejo,
das noites em que te fundes em mim!
E dos teus olhos que são um lampejo,
deste amor intemporal e imenso.





