quarta-feira, outubro 03, 2007

COMO ERA NO PRINCIPIO...


Assim como foi no principio

será no fim...

Dei os passos sozinha, despida, despojada,

nua de sentimentos,

mergulhei de cabeça como que empurrada,

perdida, sem pensamentos.

Entrei no túnel escuro e aberrante

caminhando sem ver, só caminhando,

passo a passo, trilhando errante

um labirinto estupido num silencio brando.

Saio, como entrei; Nua, fria, oca...Tão vazia!

Das mãos pendem os sonhos amarfanhados,

dos olhos, as lágrimas numa dureza bravia,

do coração sobram os amores destroçados,

e de mim já nada sobra. Uma sombra, nua.

caminhando errante à luz da pálida lua.

Assim como foi no principio

é no fim...

terça-feira, outubro 02, 2007

DESERTOS

Nota discordante no meio do mundo,

ando ao contrário,

ou será que não?

Nota hesitante de desencanto profundo,

sem fuso horário,

sem terra nem pão.

Nota aberrante onde me afundo,

trilho solitário

entre o louco e o são.

Nota gritante onde confundo

o seguro e o precário,

o fim e o inicio,

a morte e a vida,

o caminho e o precipicio,

a chegada e a partida,

o vazio na minha mão.

Nota discordante no meio do nada,

apenas o orvalho desta madrugada.

sábado, setembro 29, 2007

PORTO SEGURO

Mensageira de um porto seguro

a quem a lua foi roubada,

a quem os sonhos foram arrancados.

Mensageira de um ténue futuro

a quem a passagem foi trancada,

a quem os desejos foram despedaçados

como peças de um puzzle qualquer

que o vento derrubou.

Menina, que o tempo fez mulher

e a vida quebrou.

Mensageira de um grito sem som

perdido na noite sem luar,

de raios sem cor e sem tom

afogados num rio que só corre para o mar.

TUDO TEM UM FIM

Fim, tudo tem um fim!
Um sonho, um desejo, uma ausência, uma dor.
Chegou a hora de segurar o que resta
mesmo quando tudo à nossa volta não presta,
e a vida é só uma estrada sem cor.
Fim, tudo tem um fim!
Uma vida, um amor, uma amizade, a confiança.
Chegou a hora de virar as costas
enfrentar os desafios, as novas apostas,
caminhar, sem forças, acreditar na esperança.
Fim, tudo tem um fim!
Quando o desalento bate fundo,
Quando nada já faz sentido
E cada passo é um rumo perdido,
Deixo que a bruma aninhe o meu mundo.
Fim…Mas porque tudo o que amo tem que ter um fim?






terça-feira, setembro 25, 2007

SOBRAS SOMENTE!


O que sobra do tempo, o que sobra….
O que sobra do espaço, o que sobra da vida,
o que sobra do amor, só o que sobra,
migalhas. Se formiga fosse seria uma bênção,
mas sou gente.
Sobras, restos, o que há, somente!
O que sobra do inferno e o que sobra do céu,
o que sobra de tudo o que não é meu,
o que sobra da chegada, o que sobra da partida,
o que sobra do cansaço e do desalento,
o que sobra da tristeza, da alegria, do sim e do não.
O que sobra da paz, o que sobra do tormento,
migalhas. Se formiga fosse seria um mundo,
mas sou gente.
Sobras, restos, o que ficou, o que há, somente!

UM CERTIFICADO


Fui agraciada pela minha querida Juli do blog "Lagrimas e Sorrisos", com este Certificado Blog, uma amiga muito especial que prezo ter no coração e nas lides das letras.
Imerecido e deixando-me sem graça, mas aqui está ele, e como as coisas boas e lindas desta vida devem ser partilhadas e doadas, aqui venho fazer, com um beijo especial a todos, a minha "doação";
Ana Luar- analuar.blogspot.com
Gui - coisasdogui.blogspot.com/
Lu@r - suspiroempensamento.blogspot.com
Moinante -tascanight.blogspot.com/
Vlad - eternidadenummomento.blogspot.com
Profeta - profeciaeterna.blogspot.com/
Num mundo de sonhos feito bolas de sabão
soprado ao vento, passando de mão em mão,
num mundo de sorrisos, de lágrimas e alegrias,
de calmas, de tristezas e de loucas fantasias,
possam as palavras ser eternas,
possam as amizades manter-se fraternas.
Um beijo sem tamanho
Luar Perdido

domingo, setembro 23, 2007

ESPERO-TE....SEMPRE

Espero-te a cada nova madrugada
a cada raiar de uma qualquer aurora,
espero nesta ânsia desesperada
de te apertar ao peito aqui e agora.
Espero-te a cada amanhecer
na macieza dos nossos lençóis,
espero-te no manso entardecer
do canto doce dos rouxinóis
que nos embalam cantando nos beirais.


Espero-te na noite escura e densa,
plena de mistérios prateados de luar.
Espero-te, e a dor é como uma prensa
matando o coração devagar,
sofrendo, sofrendo, sofrendo demais!
Espero-te em cada esquina que cruzo,
em cada longo e mudo instante,
espero-te, desejo-te, uso e abuso
do amor que transborda hiante
em mim a cada segundo que não te tenho.
Espero-te e desespero-te, amor ausente,
amor amado, amor querido, terno e carente.
Continuo, amor, à tua espera….Porque não te tenho.

APENAS UM DIA....

Melodia que passa, como chuva singela de verão, refrescando o peso do calor da desilusão. Acordes que volitam como andorinha...