olhei o infinito que contém
uma esperança,
quebrei amarras, lancei as velas de temperança.
Despi o manto de negro fumo e falsa calma.
Vim ver o outro lado do mundo; que não conheço,
onde tropeço, mas me embrenho e recomeço.
Vim beber a aurora aos horizontes do amor,
ainda que haja noite, penumbra e sombra,
haverá sempre a esperança, remédio que desensombra
as agruras do caminho. Bebo naquele rubro fragor
de quem semeia novas sementes em terras de poesia,
em sonhos de menina, em trajes de fantasia.
Vim beber a vida aos horizontes da alma.
Nasce o dia: um novo dia, esplendor que acalma
Lágrimas de lua
Lágrimas de lua


