Há auroras que são imensas
plenas e densas.
Há sorrisos que são poemas
sem gráficos nem teoremas.
Há sonhos que morrem no cais
do adeus, de simples mortais.
Há beijos que pairam sem destino,
estrelas suspensas, em desatino.
Há palavras que secam sozinhas
em corações doendo por almas mesquinhas.
Há luares que são asas de gaivota,
rumorejando numa praia ignota.
Há letras na poesia de um olhar
perdido na lonjura do grande mar.
Há palavras que tombam caladas
como sombras de
memórias aladas
Lágrimas de lua



