quarta-feira, fevereiro 12, 2020

A TRIBO






É esta a minha tribo, a minha essência profunda.
É esta a minha tribo, a força que me alimenta.
É esta a minha casa, que a leveza toca e inunda.
É esta a minha casa, onde o mistério se senta.

É esta a minha raiz, o meu tecto e o meu chão,
a mesa que me sacia, o leito que me descansa.
É esta a minha raiz feita de amor e perdão,
de dar sem esperar, cultivar paz como herança.

É esta a minha tribo, que me moldou a cinzel,
e pelo fogo e água me temperaram,
deram forma, garra, voz, deram ímpeto de corcel.
É esta a minha tribo, os laços que me apertaram,

o caminho que me ensinaram, as asas que me doaram…
É esta a minha tribo, é esta a minha casa; é esta a minha raiz!


Lágrimas de lua

4 comentários:

saudade disse...

Quem tem uma tribo tem tudo.
Que encontres sempre essa tribo que te moldou.
Fantástico.
Boa semana
Beijo

Jaime Portela disse...

E todos precisamos da nossa tribo, da nossa casa, enfim, precisamos de sentir as raízes tal como as árvores.
Um poema magnífico, gostei imenso.
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.

LuísM Castanheira disse...


Minha Amiga:
Este Poema enraíza-se no mais profundo sentimento de quem sente
que o seu mundo esta' em paz e harmonia.

"[..]É esta a minha raiz, o meu tecto e o meu chão[...]"

Poder-se-a' desejar maior riqueza do que sentir-se bem consigo
e com tudo o que o/a rodeia? Penso que nao!, Gostei muito.

Uma boa semana e que o luar continue a inspira-la.
Um beijo

Jaime Portela disse...

Passei para ver as novidades.
Mas gostei de reler o teu excelente poema.
Querida amiga, um bom fim de semana.
Beijo.

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