segunda-feira, março 02, 2020

AS BRUMAS DOS TEMPOS







Guardo nos olhos as brumas dos tempos;
de sonhos vividos e de desejos sonhados.
Trilho os meus devaneios, sempre calados,
em estrada de sinuosas formas, alienadas.
Escrevo no vento histórias desalojadas
dos recantos da memória, empoeirada.  
Abro as mãos deixando livre a madrugada,
guardo nos olhos as brumas dos tempos;
e nos alvores de estiolada esperança
pinto um arco-íris de risos e temperança.
Rasgo janelas em baças paredes ancestrais,
abro alas aos enfeitiçantes e alegres jograis.
Quebro os diques de todas as arcanas memórias,
deixo fluir o passado entre pétalas e escórias,
mas guardo nos olhos todas as brumas dos tempos…

Lágrimas de lua

5 comentários:

saudade disse...

Todos nós somos feitos de memórias e sonhos..
Excelentes palavras.
Boa semana, linda...
Beijo

Jaime Portela disse...

Rasgar janelas, abrir alas, quebrar diques... tudo boas opções para percorrer as estradas da vida, que têm sempre formas sinuosas.
Excelente, os meus aplausos para este poema.
Um bom fim de semana, querida amiga.
Beijo.

Flor de Jasmim disse...

As memórias quando trazem dor são difíceis de não as sentirmos, acompanham-nos no dia a dia!

Amo ler os teus poemas, são tão sentidos!

Beijinho no teu coração minha querida.

Adélia

Menina Marota disse...

Memórias e sonhos uma constante da vida.
Gostei muito de a ler. Obrigada.
Um abraço

Jaime Portela disse...

Gostei de reler este magnífico poema.
Bom fim de semana, querida amiga.
Beijo.

AS BRUMAS DOS TEMPOS

Guardo nos olhos as brumas dos tempos; de sonhos vividos e de desejos sonhados. Trilho os meus devaneios, sempre calados, ...