
Como um iceberg em que a ponta se eleva imaculada sobre as águas geladas e profundamente negras.
Como a trovoada seca, cujos raios riscam o céu plumbeo de nuvens prenhes de uma água que tarda em cair.
Como o abismo que desce, desce, desce...e guarda o mais profundo dos silêncios, a mais violenta de todas as dores.
Como o vazio glauco de um dia sem história, cortado por um vento abrasador que destroi tudo à passagem.
Como a tempestade que açoita fustigante a mole rochosa de um sentimento que luta ainda, mas se abandona a cada nova vaga.
Um suspiro de anjo preso num brisa suave. Um voo breve de uma andorinha solitária. Uma restea de sol sobre as águas ao final de um dia. Tudo tão fugaz, tão breve...Como um pensamento



