quinta-feira, julho 04, 2013

LUA CHEIA



Uma lua prateada projecta-se na noite escura como breu
As sombras, são anjos negros alados de doirado sonho,
e as memórias flutuam soltas, libertas sem fronteira e sem margem.
A lua lança no meu leito vazio um poder inebriante que é seu,
tão seu! Tão único, tão dolorosamente belo e medonho.
E pela janela entreaberta o perfume da terra mistura-se na aragem.
Uma enorme lua prateada cobre o meu corpo de orvalho luminoso,
beija a minha alma com o ardor da solidão, num desejo majestoso
de ser fogo, e ar e água, de ser o tudo e o nada, o hoje e o amanhã.

 
Ah longínqua lua prateada cobre toda a mágoa gritante, esconde-me ate ser manhã.