domingo, dezembro 19, 2010

PARA QUE SEJA - O NATAL


Mais um Natal à porta,

mais uma quadra de festa e luz, de cheiros, de sabores, de calor humano, de partilha. Dizem...

Mais um Natal à porta,

mais uma correria tirando toda a beleza da quadra, apagando o sentido verdadeiro. Fazem!

Mais um Natal que chega,

esperando que percebamos o seu sentido mais puro, o seu ÚNICO sentido. Esquecem...

Mais um Natal que chega,

simples, sem artifícios, sem ostentações. Apelando à comunhão e união, à concórdia. Ignoram!

Mais um Natal para viver,

sem a azáfama tresloucada e vã de quem não olha para o NATAL.

Mais um Natal para perceber,

na simplicidade e cumplicidade do dar e receber, não o presente mais caro, não a refeição mais copiosa, não. Um Natal para dar e receber o que de mais precioso existe e o dinheiro não pode comprar;

AMOR, ENTREGA, PAZ, SILENCIO, COMUNHÃO.

Para que deixe de ser apenas : - Mais um Natal que está à porta.

domingo, dezembro 12, 2010

OBJECTO, NADA MAIS


Como os lençóis que se mudam

ao fim de neles dormir,

como as flores que murcham

e as que nem chegam a florir.

Como as águas que rápidas correm

por baixo de tantas pontes,

e como as roupas que se escolhem

agora, para depois serem montes

de trapos sem préstimo ou uso.

Como a roca de cada fuso

e a trama de cada tear,

como o carro que se afina

para que continue a andar.

Ou como a calada máquina

cuja manutenção há que acautelar.

Como a folha onde se escreve

uma nota solta para memorizar.

Ou como a lembrança breve

de um tempo que passou.

Como a imagem que se apagou

do negro quadro de ardósia.

É o preço que se paga,

porque...Tudo tem um preço