domingo, junho 18, 2017

DAS PERGUNTAS SEM RESPOSTA...

Quando não temos as respostas,
temos que viver com as perguntas
e encontrar o caminho.
Quando a vida nos traz propostas
e não sabes se as separas se as juntas,
se colhes a rosa ou feres no espinho;
tens que seguir a lutar.

Tens que seguir e acreditar.
A vida é feita de "sins" e de "nãos",
é feita de ir sem saber: arriscar.
E encontrar o caminho.
Nada nos é garantido, ou dado em mãos,
tudo requer empenho, esforço: conquistar
o nosso espaço e o nosso cantinho
para morar.

Quando não temos respostas, temos que viver com as perguntas
e encontrar o caminho - de volta - ao próprio mar.




quinta-feira, junho 08, 2017

ACEITAÇÃO - SERENIDADE - PERDÃO - RECONHECIMENTO.... VIDA

Sinto muito – por tudo o que fiz e não fiz,
por tudo o que dei: mal, e não dei: de todo.
Sinto muito – por tudo o que vi mal e não vi,
por tudo o que quis sem querer, e tudo o que não quis.
Perdão - por tudo o que devia ser de outro modo,
não foi porque não me esforcei. Não consegui.
Perdão – por tudo o que ficou mal tecido,
mal composto, mal explicado e consentido.

Amo o que em mim habita, porque isso; sou eu.
Porque, bem ou mal, aceito. Serenamente, aceito.
Amo tudo o que brota no meu caminho, existe por mim,
envolve-me o ser, veste-me o espírito – é meu.
E, no entanto, não é; flui e passa, escorre sem preconceito
pela minha vida de dor. Mas amo, amo apenas porque: sim.
Agradeço cada memória, cada passo, cada hora que vivi,
só assim aceito e vou. Só assim posso ver tudo o que percorri.


Agradeço cada pedaço de sonho: vivido ou incumprido.
E cada pedaço de pão, mesmo o que o inimigo amassou.
E cada lua: nova, crescente, ou minguante de desilusão.
Agradeço ao que passou – faz parte de um destino cumprido -,
porque a ele não se foge, não se nega. E tudo o que já passou
é parte deste corpo mortal e desta alma elevada, em sublimação.
Agradeço tudo o que já caminhei, vivi, perdi e aprendi,
agradeço o que dei sem limite, o que, limitado e cerceado, recebi.


Sinto muito – o que fiz e não fiz.
Peço perdão – pelo que dei e não dei.
Amo – o que fiz e desfiz.
Agradeço – todos os caminhos que trilhei.