As palavras que não te disse,
os momentos que não vivemos,
esta memória que persiste
e as rotinas que mantivemos,
tudo termina num sopro fugaz
de anjo, em breve passagem.
E este vazio duro e vivaz
que deixaste na aragem,
cola-se à pele como pó,
magoa ferozmente sem dó.
As palavras que não te disse
e jamais te direi
ficam no silencio triste
nas lágrimas que calarei.
Um local tranquilo onde os raios de lua, feitos palavras, lançam feitiços e enxugam lágrimas
segunda-feira, setembro 28, 2009
domingo, setembro 27, 2009
A UM AMIGO MUITO QUERIDO
Hoje escrevo a lágrimas de saudade:
Partiste!
Partiste!
Partiste e o teu lugar de eternidade
dói como um ferro ao rubro.
Partiste!
Partiste e agora descubro
que vivemos tanto e tão pouco.
Riamos à momentos deste mundo louco
e agora...Partiste!
Ficam os teus olhos, a tua voz,
ficam as tuas mãos e os risos,
ficam os momentos a sós
e as zangas, as conversas, os sorrisos.
Partiste!
Tanta coisa que não fizeste e querias,
tanto sonho por indolência não cumprido.
Sei que se pudesses aqui estarias
mas a hora era a tua; Com ou sem sentido
era tempo de partires e...
Partiste!
Segredo ao vento no aroma da terra
onde me ensinaste a "ver" a serra,
a ser aquela que escuta e sente,
que vibra e se transcende.
Partiste!
Mas a semente que plantaste,
essa AMIGO, ainda VIVE, eternamente.
sábado, setembro 12, 2009
ALMAS QUE PENAIS
A chuva, descendo suave, caiu
mansa e sombria como o dia,
tristonho, enfadonho e frio.
As gotas pérfidas e desconsertadas
cravaram as garras à porfia

nas minhas mãos desgarradas,
abertas, inertes, silenciosas.
A esperança morre tarde,
solteira, enrugada. Desastrosas
as almas que com ou sem alarde
vivem dela, por ela caminham.
Tristes almas que penais
nas estradas que se alinham
no horizonte longínquo e pensais;
A Esperança é o caminho.
Ai de vós que soçobrais!
Ai de vós que vos perdeis!
Porque a Esperança morre de mansinho.
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