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Chove! Uma água de negro pintada,
mas branca e pura como lágrimas de anjos.
Esta guerra, por agora calada e encerrada,
deixou cicatrizes, marcas ferozes; perdas.
O fumo ainda se enrola e cola à pele
de todas as almas que olham, sem ver,
sem perceber. Ainda há quem zele
por destroços retorcidos ainda a ferver,
a suar, a esfumar e soluçar; a morrer.
As sobras de vidas que o fogo devorou
são hinos fúnebres que todo um povo chorou.
Chove! Chove uma água de Paz e balsamo.
O negro? Esse - pinta a natureza sofrida.
lágrimas de lua
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4 comentários:
muito triste, minha amiga, este tempo em que o inferno apareceu...
e quem o viveu e vivo ficou, não mais esquecerá.
a natureza revolta-se contra a nossa forma de estar e...a ocupar.
um beijo
* faltou dizer que gostei muito do seu poema, amiga.
uma boa e feliz semana (entre a suave chuva)
Uma tragédia, a segunda em poucos meses.
Um excelente poema, gostei imenso.
Continuação de boa semana, querida amiga.
Beijo.
Palavras tão bonitas para expressares o teu luto!
Desculpa minha querida, mas só hoje vi os teus post.
Beijinho imenso.
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