sábado, novembro 16, 2013

CINDERELA











Meia-noite! As badaladas ressoam duras pela noite!
Cinderela...Foge Cinderela...O teu tempo acabou!
Corre como louca para que o tempo não açoite
a tua doce ilusão de eternidade. Corre...O espaço terminou!

Meia-noite deserta de ilusão, como é dura a realidade!
Como magoam os passos apressados pela vida,
porque o tempo se escoou pela brecha da eternidade,
sucumbiu ao poder supremo de uma quimera dividida.

Foge Cinderela, corre! Deixa o sapatinho no chão,
ele será a memória, será a marca de um sonho partilhado,
será a lembrança ternamente guardada na solidão
do dia-a-dia. Corre Cinderela que o tempo é apertado!

Larga as vestes de magia, deixa a máscara de comunhão,
veste as roupas da monotonia, calça os sapatos de solidão.

Guarda o riso e a gargalhada, mostra apenas um sorriso,
caminha pela encruzilhada, decidida como é preciso!


5 comentários:

Flor de Jasmim disse...

Profundo!
Talvez o fugir seja uma boa escolha, se não mesmo a solução.

Minha querida estou a voltar aos blogues aos poucos.

Beijinho e uma flor

Carla Fernanda disse...

Dura realidade!!

Visitando,

Saudações

Carla Fernanda

rita disse...

A Cinderela só teve uma noite, que nem foi completa....tu felizmente tens muitas mais...

Nilson Barcelli disse...

Já não há sapatos de cristal que salvem as cinderelas...
Excelente, gostei muito do teu poema.
Minha amiga querida, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Beijo.

http://odeclinardosonhos.blogspot.com disse...

Quantos de nós nos sentimos às vezes essa Cinderela....
Minha amiga dizer que gostei é pouco... Adorei, eu gosto muito da tua escrita!
beijo
anacosta