sexta-feira, janeiro 08, 2010

QUANDO


Quando a lua descer sobre as águas

e dos raios prateados tecer sonhos brilhantes,

e o frio da noite calar todas as mágoas

e das duras lágrimas fizer tiaras de diamantes,

o grito trancado na garganta terá voz.

Quando o Inverno cobrir com o seu manto

toda a dor e a agonia, toda esta heresia

de uma alma em chaga e mudo pranto

e enterrar de vez a louca e doce fantasia.

Este grito agudo e mudo terá voz.

E quando o sol romper de novo as trevas

do querer desmesurado e quase maldito,

e tu, alma velha, de novo te atrevas

a acreditar que tudo é possível e infinito,

então o grito cantará no teu peito a plena voz

não mais prisioneiro de um inventado "nós",

liberto dos grilhões de um sonho belo mas atroz

bordado por minhas mãos a ponto de retrós.

Quando a lua descer prateada sobre as águas...

1 comentário:

Whispers disse...

Minha querida Amiga

Que venha logo essa lua prateada
Que venha logo essa calma de paz na tua alma
Afinal somos nós que fazemos o bordado da nossa vida
Tempo de pegar na agulha e pano e bordar o mais lindo amor, pintado com todas as cores e deitar nele maravilhas de flores e caminhar com asas de borboleta e ser leve e feliz
Querida tua leveza se encontra na alma da tua poesia
Mil beijos com carinho
Rachel