sexta-feira, novembro 26, 2010

PENDULO


Balanço, balanceando na corda da ilusão,

balanço, menina louca, nesta imensa indecisão.

Balança criança adulta, na esperança de uma certeza,

balança mulher ingénua, lutando na aspereza

do caminho que traçaste.

Balanço, balanceando na certeza do pouco espaço,

balanço cambaleando, no tempo que é sempre escasso.

Balança, balança sem fim, dolente e sem pensar,

balança no rodopio do espaço por conquistar.

Tropeça naquilo porque lutaste.

Balanço, balanceando deixando que me fira

o balanço desta mágoa, este mar da eterna ira.

Balanço, balanceando contra a outra que sou eu.

6 comentários:

rita disse...

Balançar e ter indecisões e conflitos connosco próprios são sinais de vida, experiência e luta.

rita disse...

e mais...todos somos 2 pessoas, a que mostramos e a que só nós conhecemos.

luar perdido disse...

Há sempre uma pessoa "desconhecida" que habita em cada um de nós. É verdade!Mas viver entre o oscilar do pendulo, como um tica-tac de um relógio que só para quando a corda terminar...Nem sempre é fácil, nem sempre é pacifico, e raramente se pode dizer que é bom.
Mas...É a vida!

rita disse...

Aprende-se a viver assim e tomar as atitudes que nos dão força faz com que o mau se torne bom e que ganhemos força para viver em paz connosco.

luar perdido disse...

aprendemos até ao fim da corda do relógio, e tentamos sempre que o mau tenha alguma coisa de bom também, em paz comnosco estamos quando o fiel da balança está a meio...Nem sempre se consegue

rita disse...

A procura constante do equilíbrio e as tentativas sucessivas de o alcançar fazem com que possamos encontrar o equilíbrio mesmo no meio do aparente desequilíbrio.
Tu és perita nisso e eu também não estou mal! ;)