sexta-feira, outubro 21, 2011

ATÉ SEMPRE



Quando a luta é desleal e as forças cedem
quando as treguas são sinal de ser vencido,
abre-se um fosso onde os sonhos se perdem
a esperança se afoga, e tudo termina rendido.



A vida é um sopro de aragem breve,

é uma gota de orvalho tremeluzente,

é um suspiro de anjo num adejar leve

é um luar branco e transparente.

Abrir as mãos e deixar partir quem parte

é duro. As lágrimas de desilusão e dor

são companheiras de quem fica à parte

tratando as feridas do futuro sem cor.


O outro o lado do espelho é o outro lado da vida ,


de lá fica o sorriso de despedida,


de cá as lágrimas da saudade


à espera que o tempo traga a suavidade.

Até sempre

10 comentários:

Flor de Jasmim disse...

Lua querida
Não podes deixar que se abra esse fosso. Os sonhos e a esperança não se podem perder...nunca. Luta por eles, sonhar é viver.
Um beijinho e uma flor

rita disse...

Obrigada! Vou copiar....

Whispers disse...

Minha mais linda e queria lua,


As vezes ate que da vontade de abandonar os remos no fundo do barco e deixar o barco a deriva.
Mas, se render e dizer que terminou e demonstrar que se fracassou,então um dia a mais e uma outra lágrima limpa e um sorriso forcado e se continua a remar nesta amargurada vida.


Minha amiga, obrigado pelo teu constante carinho em meu castelo enquanto tive ausente, amigos como tu são raios de luz.

Te amei ler a primeira vez que aqui vim, e ainda continuou achar que és a minha poeta preferida.

Mil beijos

Rachel

SoBijoux disse...

Lindo(!!!!) este poema de despedida, só quem já perdeu alguém o compreende plenamente.
Bjs

ana costa disse...

Quando visito um blog, e começo a segui-lo, um dos meus grandes receios é que as palavras que utilizo para comentar não sejam grandes o suficiente para o ilogiar.
Este é um desses casos.
Vou somente dizer, da maneira mais simples que conheço: A sua poesia é linda!
Um abraço

A.S. disse...

Lágrimas de lua que deslizaram pelos raios de luar e que ficaram a meio do caminho... um poema inacabado! Sei bem o que sofre um poeta quando as palavras que precisa se tornam interditas!... mas sei que voltarás para acabar esse poema!


Fica com o meu terno abraço!
AL

A.S. disse...

ACONTECES…



Vens suave,
silenciando o lume dos ventos,
plantando rosas sobre os muros,
como uma grinalda tecida em corolas
que se abrem em flor às gotas do orvalho.

Ardente,
como um beijo
consumindo a boca,
como a chama que morde,
para que não se apaguem os contornos
acesos dos teus lábios.

Doce,
como os dedos da noite,
moldando a nudez em carícias insones,
satisfazendo desejos nos rituais da tua pele.

Breve,
como meu eco em ti a desfolhar-se
na amorosa linguagem das pétalas,
abandonando-se, furtivas, à voragem dos lábios...

R.G. disse...

Uma escrita sensível e Sentida...

Beijo Perdido

Sonhadora disse...

Minha querida

Perante estas palavras...o que dizer!Apenas que o tempo é que vais suavizar tudo e eu deixo apenas um abraço apertado.

Sonhadora

Flor de Jasmim disse...

Vim deixar meu beijinho e uma flor