segunda-feira, outubro 31, 2011

NEGRA NOITE FUGIDIA




A noite sobrepôs-se ao dia.


No breu estrelado e longínquo


uma estrela cintila lá no alto.


A envergonhada lua fugidia


brinca com o riacho ubíquo,


docemente escorrendo pelo basalto.




A voz murmurante do negrume


veste a alma errante de poesia,


faz com que o vazio se esfume


e enche a noite de magia.


Aconchega nas mãos negras e cálidas


os corações em agonia,


cobre com o seu manto de rosas pálidas


esta nocturna sinfonia.




A noite desceu mansa, silenciosa,


prenhe de segredos e desejos,


de sonhos e desenganos.


As mãos postas em prece ansiosa


soluçada de perdidos ensejos,


ecoa na noite como vagabundos insanos.




Oh! Negra noite fugidia...

4 comentários:

Flor de Jasmim disse...

Lindo!!!
É no silêncio da noite que o meu olhar penetra o interior da minha vida.
Beijinho e uma flor

Amiga aceitei com muito gosto o teu pedido, comi uma castanha por ti e atrevi-me a bridar com o meu amor à LAGRIMAS DE LUA.

ana costa disse...

Simplesmente divinal!
Noite, silêncios... ingredientes mais que suficientes para construir poesia...
Beijo

A.S. disse...

Às vezes, a noite
vem plena de luz,
faz-nos o leito,
beija-nos as pálpebras,
desnuda-nos
acendendo o desejo,
a carícia suprema
orvalhando o corpo do poema!


Meus beijos...
AL

rita disse...

A noite que chega cada dia mais cedo...