quarta-feira, maio 21, 2014

CONTAGEM DECRESCENTE




Tens nos olhos o clarão de uma noite de tempestade,
e nas mãos a raiva incontida do mar revolto.
Tens na alma o rugido de uma guerra sem razão,
que te rasga sem dó nem piedade.
Tens o presente perdido no passado ignoto,
e os dias passam por ti apenas de raspão.

Tens no rosto os traços ternamente amados,
onde a razão se perde e se esconde,
onde a luz da consciência ora brilha ora se apaga,
deixando tudo e todos desarmados.
Tens ainda o riso, mas mesmo que o sonde
apenas encontro uma sombra amarga.

Tens na vida os dias que arrastas sem saber,
e deixas fundos sulcos de tristeza magoada e surda.
A impotência de quem sabe vai perder,
mais esta batalha por mais que seja absurda,
por mais desesperada que seja.

Que o céu te proteja...Eu...Não posso.

(para ti)

3 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Parece não haver saída...
Excelente poema, gostei imenso.
Tem uma boa semana, querida amiga.
Beijo.

Evanir disse...

Todos nós guardamos na lembrança
um momento bom com um amigo.
Na memória as lembranças daqueles
que souberam nos conquistar.
Não se trocam as amizades, conservam-se os amigos
para compartilhar as alegrias e possível tristezas .
Meu carinho e agradecimento .
uma abençoada semana beijos no coração.
Carinhosamente..Evanir..
Que o céu te Proteja.

Flor de Jasmim disse...

Amei ler-te minha querida, mesmo sendo um poema muito triste, transmite-me uma sensação de dor.

Beijinho e uma flor

P.S. estou voltando de vagar, estou doente sem grandes hipotese de acompanhar os blogues.