quarta-feira, setembro 17, 2014

TUDO SE ESVAI...

Tudo é efémero e breve, tudo passa, tudo se esfuma
no correr dos tempos, no virar dos dias enevoados
e sombrios.
Tudo é sombra de uma realidade que me defuma
os passos, que me embota a alma e os olhos toldados
fugidios.

Tudo passa deixando o seu rasto qual vibrante cometa,
riscando um céu de sonhos e perdas, de desalento.
Tudo se diluirá no incomensurável tempo que me remeta
para um mundo qualquer de estagnamento.
Tudo é efémero, tudo tem principio e fim,
tudo passa, tudo muda a seu tempo, nada é eterno
nem permanente.

Tudo é apenas imagem reflectida, distorcida, de mim.
O caminho estende-se enigmático e averno,
tão dolorosamente.
Tudo passa...Tudo é efémero ...Esfumado.
Tudo se esvai... Inexplicado. 

5 comentários:

Helena Medeiros Helena disse...

É esta efemeridade das coisas que nos dá a dimensão exata de uma importância que, muitas vezes, elas não tem.
Esta constatação se dá, principalmente, quando nossas emoções se conturbam a ponto de ver tudo passar, tudo mudar a seu tempo e de nos vir a certeza de que tudo é impermanente... É realmente inexplicável, pois a emoção, digladiando com a razão, nos torna impotentes diante da inexorabilidade do tempo que ao passar leva no seu bojo não só os momentos de grandes emoções como também aqueles que nos tomaram um bom tempo sem que tivessem tido realmente muita importância.
Aquilo que descreves no teu belíssimo poema, amiga, é algo que me é familiar... tão familiar que imediatamente me identifiquei com o momento em que os versos surgiram na tua delicada alma.
Que os sorrisos da tua alma e as estrelas do teu olhar possam te levar por novos horizontes onde possas descortinar os belos momentos que o tempo há de te trazer.
Com carinho,
Helena
(http://helena.blogs.sapo.pt)

Nilson Barcelli disse...

É verdade, tudo é efémero.
Mas o teu poema é magnífico.
Gostei muito das tuas palavras poéticas, pois claro.
Tem uma boa semana, querida amiga.
Beijo.

A.S. disse...

Todos somos viajantes no tempo e é sempre breve o tempo em que repousamos no corpo que nos acolhe.
Sim... é tudo tão breve!
Ah!... mas como nos conforta a rebeldia das palavras que incitam, desafiam, ousam, resistem, ardentes e amorosas à brevidade do tempo!

Beijos!
AL

Flor de Jasmim disse...

Um belíssimo poema onde as tuas palavras tristes gritam a emoção que te vai no coração.

Beijinho e uma flor

Zélia Chamusca disse...

Tudo é, de facto, efémero e passageiro, mas a tua sensibilidade e arte perdurarão para além do tempo.

Poema fenomenal como todos os que tenho lido desta fenomenal poetisa.

Beijinho,

ZCH