sexta-feira, agosto 28, 2015

30 DIAS DE VAZIO


Como o tempo corre e voa, como o tempo não perdoa.
Como o tempo se esvai por um brecha que não fecha,
e esta dor surda que me habita e dura me magoa,
é a flecha que trespassa um coração que fraqueja,
que vacila, que estremece e morre um pouco também.

Passa o tempo e a vida, passam as horas sem conto,
mas esta saudade aguda não passa nem se esbate.
Já passaram muitos dias neste surdo confronto,
nesta mágoa dura e forte que sobre mim se abate.
Passa o tempo e eu sigo lutando sem mais ninguém.

Como o tempo corre e pula, como a vida se escoa,
como bate o coração que a dor ainda povoa?


6 comentários:

Flor de Jasmim disse...

O mesmo tempo que vai alimenta a esperança e não perderes a coragem para seguires em frente, mesmo que tenhas que carregar essa dor no teu coração.

Um beijinho no teu doce coração.

Helena Medeiros Helena disse...

“Passa o tempo e a vida, passam as horas sem conto,
mas esta saudade aguda não passa nem se esbate”
Tão verdadeiro o que ressaltaste neste poema”
Minha linda e tão doce amiga, eu senti sim, o teu apertado abraço, o teu coração bater junto ao meu, e as tuas mãos fortemente presas às minhas, unidas que fomos pela dor do luto, pelo sofrimento da perda, pela tristeza da ausência. Sabemos bem como é difícil acordar todos os dias e enfrentar uma realidade que nos traz um vazio tão grande...
Estou tentando voltar às atividades profissionais, ao convívio social e numa diversificação de atuação estou regressando aos poucos a este mundo da blogosfera, esperando que a ocupação da mente e do corpo me traga um pouco de paz e alento. Estamos juntas, meu anjo, e receba a minha gratidão por todo o carinho e amizade que sempre me demonstrou.

Levo comigo um dos versos do teu poema/oração:

"Sempre que cair, que eu tenha apenas força...
Ou algo que me conforte"

Mas deixo um beijo carinhoso do meu para o teu coração,
Helena

O Profeta disse...

Ouvi o vento e a música
Procurando um porto na madrugada
Ouvi a chegada de um navio
Julguei sentir uma voz amada

Meu Armando, meu amor...
Uma criança jogando lama ao meio dia
Embrenhada e perdida na alma
Com rimas colorindo pálpebras de nostalgia

Doce beijo

Jaime Portela disse...

Belas palavras.
Gostei imenso, talento para as letras não lhe falta.
Saudações poéticas e boa semana.
Abraço.

A.S. disse...

O tempo é apenas uma melodia breve,
um suave murmúrio,
o eco de um amor mudo no incêndio dos olhos.
É ser, no delicioso enlace das cores,
uma pincelada na tua tela.

Beijos...
AL

Uouo Uo disse...


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