sexta-feira, setembro 16, 2011

ASAS DO SILENCIO



Errante. Errante numa estrada sem fim,


onde os passos se perdem na imensidão


de um silencio verde com asas de querubim.


Errante. Errante na desolada solidão


de vozes sussurrantes, longínquas


e soluçantes de vazios loucos, perturbantes.


Errante, somente errante de vidas obliquas


e sonhos mágicos de poetas-amantes.


Errante. Tristemente errante em terra de pó.


Olhos glaucos de penumbra sombreados,


no chão a pegada heroicamente só,


e das mãos abertas caem os sonhos definhados.


Errante...Errante...Errante e só.


6 comentários:

Flor de Jasmim disse...

Um errante sem fim que me emocionou.
Beijo bfs

rita disse...

Errante?? Porquê??

Secreta disse...

Um sentir que doi...demasiado.

A.S. disse...

Muitas vezes precisamos ser errantes, perdidos, sós... para que nos encontremos!!!
É uma barreira que tem de ser vencida com coragem, serenidade e acreditar que a espessa e negra nuvem se vai dissipar! Começa por acreditar em ti própria!!!


Beijos,
AL

luar perdido disse...

AL. acredito em mim, sem duvida. O que muitas evzes parece é que a vida se esquece ela de acreditar...Mas as nuvens um dia abrem-se em sol de verão, disso não tenho duvidas.

luar perdido disse...

Little things, errante porque às vezes é assim que me sinto. Sem rumo, tropecando nos proprios passos. Apenas momentos em que as asas do silencio falam mais alto. Nada de grave minha doce