sábado, julho 09, 2016

DESTINO? QUEM SABE?





Talvez seja o destino ou o "fado" que trazemos à nascença
ou talvez seja a vida somente, a que fazemos e desfazemos,
a que plantamos e deixamos secar. Talvez seja só coincidência,
ou a mão do Pai no nosso caminho. Ou apenas o que queremos,
o que sonhamos, desejamos, lutamos e por fim perdemos.

Talvez seja o destino traçado na palma da nossa mão,
talvez seja o fado fadado, cantado pelas vielas da vida.
Quem sabe se não é só imagem num espelho, uma inversão?!
Seja o que for foi-me entregue, selado e sem contrapartida.
Será apenas o que queremos, sonhamos e por fim perdemos.

O que me for destinado a mim virá, diz o povo e ele sabe.
O que tiver que ser, será. Mas até onde vai a dor? E a tristeza?
Até onde vai o silencio de um coração onde já nada cabe
a não ser um Ser que um dia foi metade e hoje é a certeza
de ter sido. Passado. Perdido. Vivido. O que foi sonhado e por fim...esquecido.

Mas... Se calhar é o destino que trazemos à nascença, sabe-o Deus e mais ninguém!

2 comentários:

O Profeta disse...

“O que quer que ames ama-te”
Com o teu amor
Acendeste-me a luz da alma
Vivo, amo, porque a morte é o ato de regressar

Tenho um sol inteiro
Um castelo altaneiro
A saudade do amor primeiro
Tenho tanto, nada, rosa, sal fogo

Doce beijo


Helena Medeiros Helena disse...

Talvez seja o destino... E quem poderá dizer com certeza o que nos traz a este mundo e nos deixa a mercê de ações que muitas vezes não sabemos serem aquelas que traçamos ou as que já nos foram destinadas ao nascer... Quem sabe dizer? Ninguém, minha doce amiga, porque estamos todos nesse barco chamado Vida, tentando cada um não naufragar em revoltas ondas, usando lemes que manejamos muitas vezes sem saber qual o lado certo de os colocar, tentando apenas uma ancoragem do nosso barco em terra firme, aquela que lá de longe divisamos e que mesmo sendo uma miragem nos deu forças para prosseguir. E nesta travessia vemos sonhos serem desfeitos e recriados, projetos desmanchados ou realizados, esperanças se frustrarem ou se concretizarem, e ao lado desse cabedal de decepções e acertos vemos também se erguer do silêncio que tivemos que plantar, aquela música, quem sabe um fado, um tango, uma valsa ou um samba... Mas aquela melodia que deu sentido a tudo e que nos ancorava os gestos enquanto os ouvidos captavam os sons melodiosos que nos guiavam, que nos faziam seguir, que nos incentivavam através de uma voz que ouvíamos e que não sabíamos ser a nossa própria ou a de algum ser maior que enxergava as quedas e que nos erguia para um propósito que durante a caminhada nunca iremos descobrir...
Ah, minha linda amiga, que facilidade tu tens de nos fazer viajar nos teus escritos. Tens a poesia na alma e as rédeas do pensamento e das emoções a passear entre as mãos que ficam a produzir textos de tão profundo sentido e enseja tantas reflexões...
No mais, meu anjo, é seguir tendo em mente este texto que extraí da tua postagem anterior:
"Apaga as pegadas que ficaram na areia que já trilhaste e segue, segue de “pé como as árvores”, ou como sol incandescente", porque uma das lições que aprendemos neste viver que nos foi doado é justamente a de não alimentar "uma fogueira que já não tem lenha por onde arder".
Ficam os sorrisos e as estrelas que, como sempre, estou sempre a desejar que possam enfeitar esse teu olhar para as coisas da vida.
Com carinho,
Leninha