segunda-feira, setembro 05, 2016

PÕE-SE O SOL EM MAIS UM DIA


foto de arv



Há momentos que as palavras não dizem
e as almas não retêm. São grandes, grandes demais.
Há sentimentos que os olhos não traduzem
e as mãos não guardam.Não podem, são simples mortais.





foto de arv


E com o sol se deitam os sonhos e as dores,
se aconchegam a esperança e o querer.
No mar...O reflexo da alma e os odores
de um Verão doirado por entre os dedos a escorrer.







foto arv

É uma bola amarela que brinca nas mãos do céu.
Como se uma criança risonha lhe pegasse
e a fizesse brilhar.
São os sonhos que se deitam num mar ateu,
mas que rezam as "vésperas", para se purificar.






E o  sol se deita em águas de frescura,
e diz "boa noite" com um ar de ternura.
E os sonhos não morrem e os desejos não passam,
os homens são loucos e as estrelas não calam
o que grita nas almas e nas bocas caladas.

O sol deixa um rasto de doirado tom,
e o mar marulha na areia sem som,
cansada de um dia de Estio e calor.
Cansada de um dia de alegria e dor.
Cansada de mentiras de sombras alongadas.

foto arv


5 comentários:

Flor de Jasmim disse...

Profundo, como tudo o que escreves! Que lindas imagens.

Beijinho minha querida amiga.

Jaime Portela disse...

E eu, perante o teu poema, fico calado.
Porque nem são precisas palavras quando o poema é excelente.
Mas sempre digo: parabéns pelo teu talento poético.
Querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.

Helena Medeiros Helena disse...

Há momentos e sentimentos que as mãos não conseguem guardar nem o olhar reter... E o verão escorre por entre os dedos enquanto o sol se deita e os sonhos e as dores se aconchegam na esperança de que tudo há de melhorar... E quando o sol se põe em águas de frescura e com ternura diz um boa noite cansado de um dia de alegria e dor, cansado de mentiras de sombras alongadas, há que se pensar que este mesmo dia tão atormentado está a se extinguir para dar lugar a um dia de sol abrasador, que há de minar toda a frieza que está a calcar dores e tristezas numa alma tão linda e tão necessitada de paz, de amor, de luz, e de vencer as barreiras finais para finalmente mostrar na sua pureza a existência de novos sonhos, renovadas esperanças, anseios e projetos a se concretizar...
Minha doce amiga, Luar Perdido, passeei por cada uma das postagens que ainda não tinha visto, e chegando aqui, meu anjo, me atrevi a parafrasear este teu poema tão doído, tão triste... E como me dói ler-te assim, tu bem sabes!

Mesmo em pausa, menina linda, encontrarei sempre um tempinho para visitar os amigos queridos que me tocam a alma e inundam meu coração de ternura, como tu, meu anjo!

Agradecendo pelo carinho lá no meu espaço, espero que a tua semana seja repleta de sorrisos e estrelas, e que a cada dia que passar possa o teu coração se encher de uma doce alegria.

Fica em paz, e procura sempre ser feliz...
Helena

Jaime Portela disse...

Vim à procura de novidades.
Mas gostei de reler o teu excelente poema.
Querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.

Ana Carolina Soliter disse...

Aos amigos da Leninha (blog MULTIPLICIDADE DE MIM – http://helena.blogs.sapo.pt), peço que passem pelo seu blog para se inteirarem de uma notícia.
Grata
Aninha