Na sonoridade de um raio de luar,
onde habitam os sonhos e telas inacabadas
que um pintor abandonou,
desenha-se uma melodia a flutuar.
Como sombras de aves, em lagoas caladas
que o tempo marcou.
Na imensidão da noite, desdobrando o vazio,
onde as velas ardem e os anjos velam
em mansa litania,
eleva-se o odor, suave, do alecrim bravio
em alcova de amores, que cinzelam
as horas, passando em sintonia.
No silêncio de uma ausência que mata
e das palavras gritadas, por dizer,
derrapa a vida,
voando veloz; perigosa acrobata,
num trapézio sem rede e olhos sem ver,
escreve-se o adeus… de partida
Lágrimas de lua
4 comentários:
Belissima imagem e o poema tão sentido, escrever com o coração, sentimentos tão profundos!
Beijinho minha querida amiga.
Magnifico o seu poema...
Beijo de...
Saudade
"... derrapa a vida, voando veloz; perigosa acrobata, num trapézio sem rede ..."
Todo o poema é uma obra de arte poética, mas a parte final é de mestre.
Excelente, parabéns pelo talento que pões nas tuas palavras.
Querida amiga, um bom fim de semana.
Beijo.
Uma semana depois, vim espreitar para ver as novidades...
Querida amiga, aproveito para te desejar a continuação de uma boa semana.
Beijo.
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