sexta-feira, janeiro 12, 2007


Cada mão estendida em busca de pão,
cada rosto contrito em busca de luz,
cada olhar perdido buscando a razão,
cada corpo curvado carregando sua cruz.
Cada dia que passa perdendo a razão,
um novo prego, uma ferida, um rasgão.
Cada criança negada, perdida sem rosto,
cada dor calada como fogo posto,
cada hora sem face, sem gosto, sem dó,
cada homem pobre que caminha sem côr,
cada pegada escura marcada no pó
de mais uma vida de mágoa e dor.

3 comentários:

Juℓi Ribeiro disse...

Minha amiga:

Só mesmo um coração generoso
como o teu, dono de uma
enorme sensibilidade,
Poderia descrever
de maneira tão bela,
essa triste realidade.

A realidade
dos abandonados,
que sentem falta
não só do alimento
mas também do carinho.
Escrevestes lindamente!

Neste texto a lua derrama
suas doces lágrimas,
por nossos irmãozinhos
sofredores...

Receba minha admiração
e um Beijo.
*Juli*

Vlad disse...

Se caminharmos por esta terra e não virarmos a cara vemos este poema mais vezes do que gostaiamos de admitir.
Parabéns po não virares a cara
;)

Jékinhaz disse...

Este texto.. indica muita coisa. Quando o começamos a ler, entramos dentro dele, como se sentissemos a dor na nossa própria pele! Valorizo-o. Continue, voltarei sempre aqui para ler seus textos e poesias.

um abraço;

(jekinhaz)