quinta-feira, julho 19, 2007

DESFOLHADA

Como corola tombada,

qual rosa abandonada

ao sabor do vento norte,

desprendida da sorte,

desprovida de água,

seca na imensa mágoa

do tempo que já passou.



Como corola morta,

por essas mãos desfolhada,

como pesada e dura porta

fechada, fria, aferrolhada.

Pétalas de terna candura

desperdiçadas na agrura

de um coração destroçado,

ferido de morte e trespassado

pelo mais duro gume,

o mais tenebroso negrume;

Esta noite sem ter fim

colada somente a mim.


2 comentários:

Lu@r disse...

Lindo de ler, belo de sentir. Como sempre as tuas palavras tocam bem fundo.

Deixo o meu Beijo

Juℓi Ribeiro disse...

Querida amiga:

Maravilhosa construção
de versos e palavras!
Lindo versejar...
Um abraço carinhoso.*Juli*