quinta-feira, julho 26, 2007

EXORCISMO



Exorcisei-te.

Destrui o esfumado amor que me prendeu,
exorcisei-te,
enterrei o punhal amargo que me enlouqueceu!
Exorcisei-te,
e na dor sem tréguas que me abate
enterrei-te,
mas deixei o coração que já não bate
junto do caixão de pedra negra.
Amei-te,
até ao limiar que a loucura integra,
comporta e não mais suporta.
Amei-te
ao extremo de mim, entreguei-me
totalmente. E o amor tudo transporta,
tudo regista, grava e fixa. Abandonei-me.
Exorcisei-te
dos meus sonhos, mas morri.


3 comentários:

Lu@r disse...

Durante a nossa passagem por este ponto perdido no espaço passamos por situações que nos deixam marcas, nada se esquece pelo contrário guardamos num lugar seguro onde possivelmente podemos nem lá voltar depende das armaguras que trazem essas recordações.

O teu post parece-me mais um grito de liberdade que precisavas urgentemente de soltar.
O tempo dirá se esse grito fica ou perde-se com o vento.

Acima de tudo as tuas palavras encantam-me porque escreves divinamente.

Deixo o meu beijo nocturno caso precises de um apoio nessa passagem para um novo sentir.

Juℓi Ribeiro disse...

Querida amiga:

Concordo com Lu@r,
quando disse que
escreves "divinamente"
e que teu post parece
mais um grito de liberdade...
Mas direi também
que é um grito
do teu talento
e da tua sensibilidade.

Obrigada pelo carinho,
desejo que saibas
que é recíproco.
Beijo.*Juli*

Juℓi Ribeiro disse...

Querida amiga:

Para você:

PENSAMENTOS:

"O poder infinito de Deus
não está na tempestade, mas na brisa.

O único mundo da mulher
é o coração do homem.

Quanto maiores somos em humildade,
tanto mais próximos estamos da grandeza.

Se choras porque não consegues ver o Sol,
as tuas lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas.

Se fechar a porta a todos os erros,
a verdade ficará lá fora.

Transformai uma árvore em lenha que ela arderá;
mas, a partir de então, não dará mais flores, nem frutos."

in Poemas de Rabindranath Tagore
Pesquisa: "Google"
Beijo.*Juli*