quinta-feira, janeiro 28, 2016

MEIO ANO....MEIO CAMINHO....




E sempre o tempo a rodopiar e sempre o tempo a passar,
dias de lágrimas e dor, horas de vazio sem fundo.
Mas o tempo não se atem e continua a caminhar,
nem olha para trás porque para a frente é o seu mundo.

E sempre o tempo, eterno aliado, mesmo que o não sinta,
mesmo que o não veja, o tempo singra por mares alterosos,
o tempo não para, o tempo não espera e mesmo que eu minta
a mim mesma, o tempo empurra-me por trilhos imperiosos.

E sempre o tempo, que eu nem sempre entendo, nem sinto.
Mas sempre o tempo inacessível e louco, tortuoso e duro.
Passaram os meses, vão passar os anos nesta tela que pinto
com tons de cinza e negro. e sempre o tempo intransponível muro 
que me barra o caminho, que esboroou os sonhos me envolveu de nada.


2 comentários:

Flor de Jasmim disse...

O tempo sempre ele a exigir, feroz e não espera!

Que o tempo te dê tranquilidade e paz que tanto mereces.

Um beijinho no teu coração.

Adélia

Helena Medeiros Helena disse...

Ah, minha querida amiga, tivéssemos nós o dom de fazer o tempo de se ater a nós e não o contrário, confesso, já o teria de há muito feito um escravo. Mas quem nos dera! Somos nós que temos de nos curvar às suas imposições, a sua forma de se conduzir sem se importar se já terminamos ou não nossas tarefas, se já realizamos ou não os sonhos que nos habitam, enfim, o Tempo é o senhor absoluto e a nada nem ninguém se submete.
Ah, meu anjo, mas não deixe que os meses passem nem os anos sem que consigas trocar estas cores lúgubres em tons de cinza e negro por cores mais alegres... Não deixes! Não se contente que este "intransponível muro" te barre o caminho sem que esboces os gestos necessários para afastá-lo, ou pelo menos contorná-lo, não consintas nessa submissão. Também não deixe que o nada espante os teus sonhos mais bonitos!
Minha amiga, vim percorrendo tuas últimas postagens e nelas deixei um pequeno comentário. Mas como já havia comentado anteriormente, teus poemas trazem um cunho de tristeza, de decepção com a vida, e fiquei, confesso preocupada, pois uma pessoa tão iluminada como tu, que sabe desnudar a alma e a vida com tanta mestria em belos poemas, não merece viver a vida apenas nestes tons de cinza e preto.
Espero, meu anjo, sinceramente, que tudo isto seja apenas uma criação literária, que teus versos não estejam a expressar a melancolia que te vai na alma. Que estejas apenas a "fingir" a dor que sentes, como todo bom poeta sabe fazer.
Dê notícias, pois bem sabes que gosto muito de ti.
Deixo-te um punhado de pétalas brancas nas asas de lindos anjos que ao sorrirem estão espalhando estrelas por onde esvoaçam.
Meu carinho e amizade,
Helena