segunda-feira, outubro 15, 2007

PENITENCIA


Pelo tunel do erro perdi-me,

achei-me no deserto do desalento.

Trilho os passos sem sentido e sinto-me

oca, vã, sem rumo, sem sustento.

Hoje troco o sol pela noite escura,

troco a presença pelo abandono,

troco a certeza pela esperança futura.

Caminho um espaço sem retorno,

uma alameda de tristeza,

uma avenida de desinteresse.

Nada importa, só esta aspreza

de errar, cair, perder o interesse,

o rumo, a meta, perder-me de mim.

(Será que algum dia fui eu?)

Pelo tunel imenso e sem fim

arrastar os passos, suportar o erro,

levar a cruz, seguir em frente no breu

do desencanto com o fogo e o ferro

por companheiros e o peso da mentira.

4 comentários:

Gui disse...

Minha amiga, tanta tristeza e tanto pessimismo. A vida deve ser alegria e esperança, pelo menos temos a obrigação de lutar por isso. Um beijo muito grande.

Lu@r disse...

O erro nunca será teu, será sim de quem não compreender a beleza do teu olhar.

Gostava de te ver na Madrugada.

Beijo sereno

Juℓi Ribeiro disse...

Minha amiga muito querida:

Ando me sentindo exatamente
como os teus lindos e tristes versos...
Mas sei que o inverno não é eterno
e a luz do verão irá aquecer minha vida novamente.
São fases de sofrimento
e amadurecimento.
Um escritor, Edson Marques
tem uma frase que acho incrível.
Ele diz:
"Não tenho medo do escuro,
quando entro no tunel,
acendo minha luz..."
E todos somos luzes, concorda?
Um abraço carinhoso, repleto
de energias positivas.
Beijo da amiga distante
que nunca te esquece.

Fernanda e Poemas disse...

Olá Luar perdido, está tão triste a tua postagem.
Que os meus beijinhos te animem.
Fernandinha