domingo, outubro 07, 2007

QUERIA SER

Como o vento,
queria ser como o vento
que passa ora brando ora forte,
mas não fica, nada o prende nem a morte.
Como as nuvens,
queria ser como as nuvens
que cruzam os céus em movimento,
chovem, ensombram e desfazem-se no momento.
Como as aves,
queria ser como as aves
que esvoaçam sem se prenderem,
vão e vêem, voltam e vão sem se renderem.

Como a noite,
queria ser como a noite
e ter o eterno manto escuro a cobrir-me,
esconder-me, esquecer-me, suprimir-me.
Como o nada,
queria ser como o nada.
Deixar de ser, deixar de estar, apenas não ser,
apenas não ver, apenas...Desaparecer.

7 comentários:

Lu@r disse...

Somos apenas pó largado ao vento que transporta o nosso corpo pelo universo dos sentires. A passagem por aqui é passageira daí estes sentidos permanecerem em nós, sobra o encantamento que a vida nos oferece.

A beleza está nas tuas palavras e nesse sentido que guardas em ti.

Beijo suave

O Profeta disse...

És passaro na procura do sul...um ribeiro de águas desenfreadas de encontro ao azul...


Doce beijo

Vlad disse...

Belo e triste...

Poema,
Queria ser este poema
Para rimar de volta à poetisa
A tempestade reduzida a uma brisa.

Bjnhs

Fernanda e Poemas disse...

Olá poema muito sentido, tocou o meu coração.
Beijos!
F.C.

Bichinho disse...

Bonito este cantinho.

Beijo fantasma.

Fernanda e Poemas disse...

Passei pra deixar-te um beijinho de boa noite.
Fernandinha

O Profeta disse...

Há um espaço aberto
Estas pedras guardam segredos do tempo
Aromas dispersos invadem-me a lembrança
Este mar tem as cores do perdido sentimento


Bom fim de semana


Doce beijo