segunda-feira, novembro 05, 2007

SUSPENSA

No vazio das horas mortas
uma nuvem passa cruzando o céu lentamente,
deixando um rasto de folhas tortas,
secas, rodopiando sem sentido eternamente.




No vazio da vida sem rumo
nasce o sol deita-se a lua,
caminhando em busca do prumo
que acalme a alma fria e nua.

6 comentários:

Ni disse...

No vazio do agora, branco, gélido, derrama-se a líquida e suave memória...
E as luas, azuis, entrelaçam-se com o odor ondulado do sempre.
Abraço resgatado ao vento, voos ou passos de luz, ecos de um nome amado... ausente.
No vazio das mãos, a ternura perdura...
Sim, ainda és a minha mais bela história...

No vazio do agora... tu, só tu, és o meu solo sagrado, o meu ventre alado... (e)terna*mente...

Deixo um beijo... de vento e lua.

Gui disse...

Não há nuvem que preencha o vazio das horas mortas, mas o sol e também a lua podem servir de inspiração para encher o vazio de uma vida sem rumo. Não se diz que o Sol é rei e que a lua é feiticeira. A força do poder e o encanto da magia certamente que conseguem o milagre. Quanto à Rute, vamos lá deixar a magia da serra actuar e ver se consegue dominar aquela "fera". Quem sabe, ela vai até ao Monte da Lua, pode ser que aconteça algum feitiço.

Um Momento disse...

No vazio da vida, há sempre o sentir de um coração
Pulsa ele em busca
Da sua alma e emoção
Calor emana em nós
Com o seu carinho e suspira pela ternura de quem a nós ,
nos dá a mão

Beijo de dia lindo

(*)

multiolhares disse...

Mesmo no vazio da vida
Se pode descobrir a semente
Do recomeço
Beijo
luna

O Profeta disse...

Alva pena transporta as mágoas
Rasga as águas e desalinho
Grito de gaivota, dança de amor
Penas choradas em tom baixinho


Boa semana


Mágico beijo

Obscuridade Translúcida disse...

A luz do sol aquece a alma e o coração...